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TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE PLÁSTICA NOS SEIOS

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Aumentar ou diminuir o tamanho dos seios tornou-se muito comum entre as mulheres brasileiras nas últimas décadas. Números da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica indicam que para cada cirurgia reparadora são realizadas 2,3 estéticas. Segundo o cirurgião plástico, Cláudio Lemos, é importante ter um conhecimento amplo do assunto antes de se decidir por um procedimento estético ou reparador.

Segundo Dr.Claúdio Lemos, 90% das mulheres têm diferenças de tamanhos entre as suas mamas. Os seios em uma mulher geralmente são diferentes um do outro, sendo que, na grande maioria, o esquerdo é maior que o direito, mas a diferença é pequena e ninguém percebe. “A informação mais importante a ser transmitida para o cirurgião é se o resultado consiste em mamas mais aparentes ou menores e mais naturais, sem deixar de serem proporcionais”, afirmou.

Outra informação relevante fica por conta da diferença entre prótese e implante. A prótese é um objeto usado para substituição de um membro, na sua totalidade ou em parte, por uma peça artificial, quando ocorre a extração ou amputação do mesmo. Já o Implante é o objeto acrescentado ou introduzido em alguma região do corpo. No caso do implante de silicone nas mamas, por exemplo, o que se acrescenta é o volume, pois a mama já existe.

– Qual a quantidade ideal e qual a quantidade que deve ser evitada? Se ultrapassar a quantidade quais os riscos à saúde da paciente? A paciente tem que explicar com detalhes como gostaria que fosse o resultado. Existem vários tamanhos de implantes mamários, sendo que alguns combinam melhor com cada anatomia. A informação mais importante a ser transmitida para o cirurgião é se o resultado desejado consiste em mamas mais aparentes ou menores e mais naturais, sem deixar de serem proporcionais.

Em seguida, o cirurgião irá avaliar a anatomia da paciente, a largura de seu tórax, sua estatura e peso, a largura da base da mama, o tamanho das aréolas, a quantidade de pele e a espessura da derme, além da quantidade de glândula mamária que irá cobrir a prótese de silicone. É preciso ficar claro que para cada paciente existe um tamanho ideal. O fato de ultrapassarmos os limites individuais pode levar desde cirurgias estigmatizantes (“implante look”) até problemas sérios de postura e a aceitação de sua imagem.

– O que há de mais atual nas técnicas de redução ou aumento dos seios? Uma grande evolução foi a utilização da cola de Cianoacrilato para fechar a parte externa da cirurgia tanto de implante de silicone, como na redução das mamas ao invés de dar pontos. Dessa forma, a cirurgia não apresenta marca de pontos após a cicatrização, além de o fato de a cola conferir melhor resultado estético e maior segurança à cirurgia, pois nenhuma bactéria consegue crescer nesta cola. Ela se solta sozinha em até três semanas.

Outra novidade foi o lançamento de implantes mamários feitos exatamente para cada anatomia de mama individualmente, onde se apresenta com forma, projeções e dimensões específicas para cada paciente. Há, ainda, os implantes mamários ajustáveis que fazem com que pequenas diferenças presentes nas mamas antes da cirurgia possam ser equacionadas no ato cirúrgico ou mesmo em até seis meses após a intervenção, retirando ou acrescentado um volume sem a necessidade de uma nova cirurgia.

– Há uma estimativa de quantas cirurgias plásticas nas mamas são feitas no Brasil? Uma recente pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica diz que para cada cirurgia reparadora são realizadas 2,3 estéticas. O número de intervenções estéticas equivale a 73% do total de cirurgias. O maior índice entre as cirurgias estéticas com intervenção é a cirurgia de redução e aumento das mamas, que representou 33% do total de plásticas, contra apenas 20% da lipoaspiração.

– Qual o procedimento mais procurado? A mamoplastia de aumento. Isso se deve a um novo padrão estético, ao avanço e segurança dos novos implantes, associado ao aprimoramento técnico, onde novas técnicas fazem com que a cirurgia se torne cada vez mais segura, natural e com menor tempo para o retorno a suas atividades. – Fale um pouco sobre essa reconstrução mamária Em relação à cirurgia reparadora temos a reconstrução mamária, na qual reparamos na paciente os defeitos causados pela cirurgia de câncer de mama (mastectomia). A mama é importante para a identidade feminina. Sem ela a mulher perde sua autoestima e com isso, em muitos casos, leva à depressão. Essas cirurgias levam a resultados muito das vezes iguais ou em alguns casos ate melhor do que a paciente tinha antes do procedimento, substituindo aquele sentimento que antes era de perda pelo sentimento de ganho.

Matéria publicada no site Terra

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