Cirurgia de Câncer de Pele

Cirurgia de Câncer de Pele
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Cirurgia de Câncer de Pele

Câncer de Pele é o mais comum entre os tipos de câncer e a exposição ao sol é responsável por cerca de 90% dos casos. Além disso, as chances de contrair a patologia dobra em quem já teve cinco ou mais queimaduras solares na pele. É o câncer mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta alto percentual de cura, se for detectado precocemente. Entre os tumores de pele, o tipo não-melanoma é o de maior incidência e mais baixa mortalidade.

Ele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores. Pessoas de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vítimas.

Como a pele – maior órgão do corpo humano – é heterogênea, o câncer de pele não-melanoma pode apresentar tumores de diferentes linhagens. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide. O carcinoma basocelular, apesar de mais incidente, é também o menos agressivo.

O câncer de pele se desenvolve quando células da pele tornam-se danificadas e começam a crescer de forma descontrolada.

As células da pele na camada superior, a epiderme, passam por um ciclo típico de divisão, maturação, morte, e, em seguida, desprendem-se do corpo. Normalmente, quando as células da pele são danificadas, o corpo pode fazer reparos que mantêm a pele crescendo e se dividindo normalmente. Se o corpo não conseguir reparar uma célula da pele danificada, ela deixa de passar por esse processo natural, mas continua a crescer e a se dividir.

  • Se ela cresce, provoca um inchaço visível sobre a pele;
  • Se ela cresce para fora ou para baixo, pode danificar o tecido em volta;
  • Se ele se espalha para outras áreas do corpo, significa que tem metástase e pode também danificar essas outras áreas.

Fatores de Risco

Um fator de risco é algo que aumenta a chance de uma pessoa desenvolver uma doença. No caso de câncer de pele, qualquer coisa que faça com que a pele sofra danos irreversíveis a uma célula ou impeça que ela seja reparada seria um fator de risco.

Entre os fatores de risco mais comuns estão a exposição à radiação ultravioleta do sol, lâmpadas solares e câmaras de bronzeamento.

Tumores Pré-Cancerosos

“Pré-cancerosos” são crescimentos de células anormais da pele que são mais propensas a se transformarem em células cancerígenas do que a pele saudável. Células pré-cancerosas parecem diferentes das células normais da pele quando vistas sob um microscópio e muitas pré-cânceres podem ser vistas a olho nu.

Há controvérsias sobre a possibilidade de lesões pré-cancerosas serem realmente cancros que não tenham começado a se espalhar ainda.

Exemplos de pré-câncer incluem a ceratose actínica, Chelitis actínica e Leucoplasia.

P: Quais São Os Sinais do Câncer de Pele?

R: Existem sinais que indicam o desenvolvimento de câncer na pele e para isso existe um exame, chamado de ABCD, que inclui as principais características que, normalmente, aparecem nas manchas, pintas e sinais do câncer. Elas são:

  • Assimetria de Lesão: uma metade é muito diferente da outra, o que pode ser sinal de câncer;
  • Borda Irregular: quando o contorno do sinal, pinta ou mancha não é liso;
  • Cor: se o sinal, pinta ou mancha tem diferentes cores, como preto, marrom e vermelho;
  • Diâmetro: se o sinal, pinta ou mancha tem diâmetro maior que 6 mm.
    Estas características podem ser observadas em casa e ajudam a identificar possíveis lesões de câncer na pele, mas o diagnóstico deve sempre ser feito por um médico. Assim, quando se tem alguma mancha, pinta ou sinal com estas características, é recomendado marcar consulta.

Principais Características

Características do Câncer de Pele

Ilustração Clássica de Lesões com Câncer de Pele.

 

  • A melhor forma de identificar qualquer alteração na pele é observar todo corpo, incluindo as costas, atrás das orelhas, cabeça e também a planta dos pés, cerca de 1 a 2 vezes por ano, de frente para o espelho. Devem ser procuradas manchas, sinais ou pintas irregulares, que mudam de tamanho, forma ou cor, ou por feridas que não cicatrizam a mais de 1 mês. Uma boa opção, para facilitar o exame, é pedir a alguém para observar toda sua pele, especialmente o couro cabeludo, por exemplo, e ir fotografando os sinais maiores para ir observando sua evolução ao longo do tempo.

    Outros Sinais Que Podem Indicar o Câncer de Pele

    Embora a maior parte dos casos de câncer na pele apresentem as características anteriores, existem outros sinais que também podem indicar o desenvolvimento de câncer. Esses sinais variam de acordo com o tipo de câncer e, por isso, incluem:

    1.Sinais do Câncer na Pele Não Melanoma

    Os Sinais do Câncer Na Pele Não Melanoma Podem Ser:

    • Pequena ferida ou nódulo na pele, de cor branca, avermelhada ou rosa, que pode causar coceira;
    • Ferida ou nódulo na pele, que cresce rápido e forma uma casquinha, acompanhada de secreção e coceira:
    • Ferida que não sara e que sangra durante várias semanas;
    • Verruga que cresce.

    Câncer de Pele Melanoma

    Os sintomas do melanoma podem ser uma pinta ou sinal escuro na pele, com bordas irregulares, acompanhados de sintomas como coceira e descamação na pele, melanoma maligno com diferentes cores e melanoma maligno com casca.

    O melanoma maligno é o câncer na pele mais perigoso de todos, podendo causar alterações num sinal já existente, como aumento do seu tamanho e a alteração da sua coloração ou forma.

    P: Quando Procurar o Cirurgião Plástico?

    R: Deve-se ir sempre que verificar alterações num sinal, pinta ou mancha. Na maioria dos casos, um sinal com alterações não é câncer e nestas situações o médico pode pedir consultas periódicas para observar se houve alterações na pele ou pode até mesmo escolher remover o sinal cirurgicamente, para evitar que o câncer se desenvolva.

    P: Como É Feito o Diagnostico e o Tratamento do Câncer de Pele?

    R: O diagnóstico do câncer na pele é feito por um cirurgião plástico que faz uma análise específica e detalhada do sinal, pinta ou mancha usando uma lupa especial, através do exame de ABCD, analisando a forma, tamanho, cor e diâmetro da pinta, sinal ou mancha. No final deste exame, se o médico tiver suspeitas de câncer na pele, pode pedir a realização de mais exames, como biópsia da lesão, por exemplo. Porém, no caso da alteração não ser câncer, o médico pode indicar outros cuidados para o tratamento da lesão, como comprimidos ou pomadas, por exemplo.

    O tratamento do câncer da pele depende do tipo de câncer e do estado do câncer e pode incluir a realização de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Além disso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento do câncer na pele, maiores são as chances de cura.

    P: Como é o Tratamento do Câncer de Pele?

    Tratamento do Câncer de Pele

    Ilustração de Lesões com Diagnóstico com Câncer de Pele.

     

    R: Os casos de câncer na pele preferencialmente devem ser diagnosticados e tratados precocemente, inclusive os de baixa letalidade, que podem provocar lesões mutilantes ou desfigurantes em áreas expostas do corpo, causando sofrimento aos pacientes.

    Felizmente, há diversas opções terapêuticas para o tratamento do câncer da pele não-melanoma. A modalidade escolhida varia conforme o tipo e a extensão da doença, mas, normalmente, a maior parte dos carcinomas basocelulares ou espinocelulares pode ser tratada com procedimentos simples. Conheça os mais comuns:

    • Cirurgia de Câncer de Pele Excisional: Remoção do tumor com um bisturi, e também de uma borda adicional de pele sadia, como margem de segurança. Os tecidos removidos são examinados ao microscópio, para aferir se foram removidas todas as células cancerosas. A técnica possui alto índice de cura e pode ser empregada no caso de tumores recorrentes;
    • Curetagem e Eletrodissecção: Usadas em tumores menores, promovem a raspagem da lesão com uma cureta, enquanto um bisturi eletrônico destrói as células cancerígenas. Para não deixar vestígios de células tumorais, repete-se o procedimento algumas vezes. Não recomendáveis para tumores mais invasivos;
    • Criocirurgia: Promove a destruição do tumor por meio do congelamento com nitrogênio líquido, a -50 graus. A técnica tem taxa de cura menor do que a cirurgia de câncer de pele excisional, mas pode ser uma boa opção em casos de tumores pequenos ou recorrentes. Não há cortes ou sangramentos. Também não é recomendável para tumores mais invasivos;
    • Cirurgia a Laser: Remove as células tumorais usando o laser de dióxido de carbono ou erbium YAG laser. Por não causar sangramentos, é uma opção eficiente para aqueles que têm desordens sanguíneas;
    • Cirurgia Micrográfica de Mohs: O cirurgião retira o tumor e um fragmento de pele ao redor com uma cureta. Em seguida, esse material é analisado ao microscópio. Tal procedimento é repetido sucessivamente, até não restarem vestígios de células tumorais. A técnica preserva boa parte dos tecidos sadios e é indicada para casos de tumores mal delimitados ou em áreas críticas;
    • Terapia Fotodinâmica (PDT): O médico aplica um agente fotossensibilizante, como o ácido 5-aminolevulínico (5-ALA) nas células anormais. No dia seguinte, as áreas tratadas são expostas a uma luz intensa que ativa o 5-ALA e destrói as células tumorais, com mínimos danos aos tecidos sadios.

    Além das modalidades cirúrgicas, a radioterapia, a quimioterapia, a imunoterapia e as medicações orais e tópicas são outras opções de tratamento para os carcinomas. Somente um médico especializado em câncer de pele pode avaliar e prescrever o tipo mais adequado de terapia.

    Já no caso do melanoma, o tratamento varia conforme a extensão, agressividade e localização do tumor, bem como a idade e o estado geral de saúde do paciente. As modalidades mais utilizadas são a cirurgia excisional e a Cirurgia Micrográfica de Mohs.

    Na maioria dos casos, o melanoma metastático não tem cura, por isso é importante detectar e tratar a doença o quanto antes. A partir de 2010, após décadas sem novidades nesse segmento, surgiram novos medicamentos orais que aumentaram significativamente a sobrevida de pacientes com doença disseminada. Essa vem sendo apontada como uma alternativa promissora para os casos de melanoma avançado.

Quanto Custa Uma Cirurgia de Câncer de Pele?

O custo em relação a uma cirurgia de câncer na pele em homens, é uma das perguntas mais frequentes que recebemos na nossa página do site e através dos nossos telefones. É bem difícil encontrar também está resposta na internet, a não ser que um paciente revele, e mesmo assim, o valor varia de pessoa para a pessoa por diversos motivos. A prática de divulgação de valores de serviços é vetada pela lei. Segundo a RESOLUÇÃO 1.974/11 do CFM, 6. Proibições gerais – XIV: (…) é vedado ao médico: divulgar preços de procedimentos, modalidades aceitas de pagamento/parcelamento ou eventuais concessões de descontos como forma de estabelecer diferencial na qualidade dos serviços.

Em relação ao valor variar de pessoa para pessoa e de clínica para clínica, conforme a RESOLUÇÃO CFM Nº 1.836/2008, Art. 3º: Cabe ao médico, após os procedimentos de diagnóstico e indicação terapêutica, estabelecer o valor e modo de cobrança de seus honorários, observando o contido no Código de Ética Médica, referente à remuneração profissional. A clínica e o cirurgião plástico não vendem um produto e sim um serviço, e esse serviço é personalizado, cada paciente vai ter a sua particularidade, um diferente resultado, uma complicação de saúde que merece atenção redobrada, uma expectativa e até mesmo métodos diferentes para o mesmo procedimento em outra pessoa, por exemplo.

Parece simples, mas o valor de uma cirurgia plástica não é tabelado. Depende de uma série de fatores e para o cirurgião poder avaliar todos esses fatores, ele necessita, invariavelmente, de uma consulta. Além dos honorários médicos, outros custos estão envolvidos, como honorários do anestesista, instrumentador (a), cirurgião auxiliar, custos da clínica/hospital (que podem variar dependendo do material utilizado; se o paciente precisa passar a noite, ou se precisa uma diária extra, eventualmente), valor da prótese entre outras necessidades do procedimento. A economia em alguns casos pode significar um problema muito grande no futuro, por isso é importante ter certeza e investir em um bom profissional.

P: Quando São Retirados Os Pontos da Cirurgia de Câncer de Pele?

R: Não existem pontos externos na cirurgia de câncer de pele. O Dr.Cláudio Lemos utiliza uma cola cirúrgica importada (PRINEO), em que não existe a necessidade de pontos externos. A Cola de Cianoacrilato foi recentemente introduzida na cirurgia plástica de câncer de pele e nas demais cirurgias plásticas, nas quais são poucos os cirurgiões que a utilizam.

Tem Como Características Principais:

  • Facilidade de aplicação;
  • Reduz o tempo da cirurgia de câncer de pele;
  • Diminui o risco de infecções (bactérias não crescem na cola, e ela sela a cicatriz);
  • Chega a ser sete vezes mais forte que os pontos simples na pele;
  • Tem um melhor resultado estético (não deixa marcas de pontos na pele e resulta em uma cicatriz mais fina);
  • É esteticamente mais atraente que a presença dos pontos;
  • Praticamente não permite o extravasamento de sangue que suja os curativos no pós-operatório;
  • Sua retirada, quando necessária, é praticamente indolor

Mais Informações no Vídeo:

Video explicativo sobre a cola cirúrgica que Dr.Cláudio Lemos utiliza no procedimento.

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